Carlos Alberto de Nóbrega revela rejeição que sofreu da Globo e esnoba emissora


Última atualização em 02/03/2018 às 09h25, por Trajano Neto

O apresentador do SBT Carlos Alberto de Nóbrega foi entrevistado pela jornalista Leda Nagle em vídeo publicado nesta quinta-feira (1º) e fez algumas declarações sobre a Globo. Na ocasião, ele disse que o seu programa no SBT, A Praça é Nossa, supera a emissora carioca na audiência.

“A Globo não engole a ‘Praça’. Quase toda semana a ‘Praça’ fica meia hora, 40 minutos em primeiro. Quando acaba a parte séria e entra a de humor da Globo, a gente ganha”, disparou ele, que falou sobre a relação conturbada com o canal, causada por um mal entendido envolvendo Roberto Marinho.

Segundo ele, após a morte do seu pai, outra pessoa foi colocada no lugar. “A ‘Praça’ começou em 1956 e teve uma paradinha quando meu pai morreu. Quando meu pai ficava doente ou viajava, eu ficava no banco”, disse ele, afirmando que Luís Carlos Mièle foi colocado em seu lugar.

“Eu sofri muito, achava que o banco era meu por direito. O Boni disse: ‘Não, você não vai sentar no banco porque, se for um fracasso, acaba sua carreira, teu pai era bom, você era ruim. Se der certo vão dizer que você pegou o bonde andando’. Eu tinha uns baús enormes com todos os textos, botei fogo em tudo aquilo”, dispara.

“A Globo terminou com o Chacrinha, a Dercy, depois não conseguiu fazer mais nada popular. O ‘Zorra’ tem mais redator que comediante. E ‘Os Trapalhões’ não é mais o que era, depois que morreram os dois [Mussum e Zacarias], acabou. Não tive coragem de ver [a nova versão]”, completou.

Sobre a atual fase da Praça é Nossa, ele é enfático: “Eu procurei apagar tudo que lembre a Praça da Alegria. Enquanto eles estavam vivos mantive até o último dia de vida. Mas tem que ter coisa nova”.

Fonte: TV Foco