Enrique Iglesias defende reggaeton de acusação de machismo: 'Música não deveria ser censurada'


Última atualização em 05/04/2018 às 08h59, por Alberto

O reggaeton, ritmo latino mais influente da música pop atual, convive com uma crítica frequente: algumas letras são consideradas machistas por retratar as mulheres como objetos sexuais que se prestam unicamente a servir os homens.
Obviamente, estrelas de origem hispânica abraçaram a causa. Um deles é Enrique Iglesias, que nesta quinta-feira (5) faz em São Paulo seu único show no Brasil da turnê "Sex and Love" (veja o serviço abaixo).
E o que Enrique, que lançou neste ano o single "El baño" (com estilo reggaeton, pois é...), acha da acusação de machismo? "Acho que a música não deveria ser censurada", diz ao G1.
Ao contrário do jovem colombiano Maluma (chamado de "o príncipe do raggeton"), que desvia deste tema espinhoso, Enrique aprofunda a resposta, acrescentando um contraponto: é preciso haver controle "se temos crianças". Errado, para ele, é proibir uma "forma de arte".
Nascido na Espanha e hoje morando em Miami, nos Estados Unidos, Enrique Iglesias tem 42 anos e acaba de se tornar pai. A mulher, a tenista Anna Kournikova, deu à luz o casal de gêmeos Nicholas e Lucy em dezembro. Ele ainda mantém a pinta de galã de quando lançou o primeiro álbum em 1995 ("eu era apenas um garoto") e hoje soma dez álbuns de estúdio.
Educadíssimo (a ponto de se desculpar por falar um único palavrão durante toda a conversa e de perguntar se está pronunciando corretamente o nome do repórter), parece ter aprendido uma coisa ou outra com o pai, o veterano Julio Iglesias, um notório sedutor de jornalistas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: globo.com