Horário de abastecer veículo influencia ‘perda’ de combustível, diz pesquisa na UFCG


Última atualização em 07/02/2018 às 09h22, por Klebson

Uma pesquisa feita por alunos e professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) mostra que o horário em que os motoristas abastecem os veículos influencia na quantidade de combustível que sai da bomba e entra no tanque do carro. O estudo mostra que quem abastece em horários mais quentes do dia perde quantidade real de combustível por causa da temperatura.

O estudo foi feito no laboratório experimental do curso de Engenharia Mecânica da UFCG, que é responsável pelos testes de qualidade dos combustíveis vendidos na região de Campina Grande e Sertão da Paraíba. No estudo, foi descoberto que a temperatura interfere na quantidade real do combustível.

Os testes foram feitos com amostras de gasolina e álcool colhidas em postos de combustíveis em horários diferentes, sendo uma coleta entre 12h e 14h tarde e outra após as 19h. “Realizamos coleta do litro de gasolina e etanol, verificamos a temperatura do ambiente e a temperatura do combustível. Depois, com um densímetro fizemos a leitura da massa específica”, disse o engenheiro mecânico João Manoel Oliveira.

A pesquisa descobriu que abastecer o veículo em horários mais quentes pode causar uma perda de quase 400 ml a cada 50 litros de gasolina. No caso do álcool, a perda é um pouco menor, cerca de 250 ml a cada 50 litros do combustível. Neste caso, o melhor é abastecer em horários menos quentes do dia, como a noite ou início da manhã.

O doutor em engenharia mecânica Marcelo Grilo explica que quando o combustível está quente o volume de combustível que vai passar pela bomba será sempre o mesmo, mas o peso diminui.

“No posto, o consumidor compra volume, ou seja, 1 litro, 2 litros, 3 litros de combustível. O correto seria vender a massa do combustível, ou seja, por exemplo 1 kg, 2 kg, 3 kg de combustível, assim como ocorrem quando se compra um botijão de gás de cozinha, que tem 13kg. Comprando no peso não haveria essa variação provocada pela temperatura”, explica o doutor.

Os testes duraram quase dois anos e o resultado da pesquisa foi publicado em congressos nacionais, internacionais e ainda resultou em um livro.

Com G1PB

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