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Como Léo Santana se tornou um sobrevivente da música baiana


Última atualização em 09/08/2019 15:06, por Última atualização em 09/08/2019 15:06 por Purepeople.

Definitivamente o ritmo musical que parou no tempo é o Axé Music. Não surgiu uma nova geração, nem houve uma intenção de criar algo de novo dentro do estilo, como o caso do funk que acelerou o beat para sobreviver. Mas um ser chama a atenção no meio da inércia soteropolitana: Léo Santana. Sua agenda é impressionante: média de 20 shows por mês.

E ele já se prepara para um novo trabalho: gravará um grandioso DVD em São Paulo, na próxima semana, no dia 15 de agosto, com muitas participações, entre elas Anitta, Atitude 67 e Jhay Cortez.

Mas o que ele fez que os outros não fizeram? A resposta é simples: Léo investiu no repertório. Parece óbvio, mas na Bahia não é. Léo canta cachaça, mulher, balada, dança e a zoeira por si só. Léo não canta o amor nem as belezas de Salvador. Ele aboliu de vez com o "Lara Lara Lerê Lerê".

O que chama atenção quando se fala em Léo Santana é que ele é excelente no ao vivo, no palco, na hora H. Na rádio, no Spotify ele é regular. Mas no ao vivo ele é muito melhor, e os contratantes são fiéis a ele por um bom motivo: o bar. A venda de bebida é altíssima nos shows de Léo. E não há contratante que sobreviva apenas com a venda de ingresso.  Show de Leo Santana combina com bebida. O "Baile da Santinha" foi o grande acerto da carreira dele Outro detalhe importante: apesar de bonitão, Léo conseguiu conquistar o público masculino. Como ? Ele não enaltece a própria beleza. Ele é "boa pinta" e ponto. Cada vez menos ele tira a camisa no palco. Ele quer mostrar que está ali não por conta de sua aparência. Cantor que não tem público masculino, que o homem tem vergonha de dizer que é fã, está fadado ao fracasso. E tem muito marmanjo que se orgulha de ser fã de Léo. É aquela coisa: você não sabe se quer ser ou ter Léo Santana.Mas que você gosta dele, isso é indiscutível.