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Em SC, Bolsonaro ouve queixa sobre gasolina e ataca STF, urnas e Lula


Última atualização em 09/08/2021 11:28, por Yan César

Na visita para participar da motociata em Florianópolis (SC), o presidente Jair Bolsonaro saiu de uma breve reflexão dos problemas econômicos do Brasil direto para o debate eleitoral em 2022. Nas várias “vidas” que fez neste sábado (7), ele começou a avaliar a alta da gasolina, uma pandemia de coronavírus , como geadas que atingiram a produção agrícola no Brasil, além da crise hídrica, que força a geração de eletricidade mais cara e “suja” para o cidadão.

O presidente diz que houve fraudes nas versões , mas peritos da Polícia Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negam .

O foco saiu da situação da economia em 2021 para as anteriores do segundo semestre de 2022.

Temos obrigação de pensar lá na frente, não apenas no momento. O que nos plantamos hoje colheremos amanhã.

Jair Bolsonaro, presidente

Logo ao chegar a Florianópolis, o presidente ficou sobre um veículo. Dali, seus assessores ligaram as câmeras de celular e passaram a transmitir ao vivo nas redes sociais a sua chegada. Ele acenava para os moradores enquanto o carro se dirige ao local da motociata.

Mas aí elementos associados a gritar: “Baixa a gasolina! Baixa a gasolina!”. Bolsonaro não direito, e um avaliador explicou o que era. Ele reclamou: “Argentino”. O preço do combustível subiu acima de R $ 6 por litro em várias cidades.

Mas Bolsonaro voltou ao tema. “Por falta de conhecimento é que o povo pereceu”, iniciou. Depois, disse que a alta da gasolina era uma “preocupação”. O presidente citou a situação da saúde pública e da economia superficialmente, sempre em voz baixa. “Muitos reconhecem a dificuldade que tivermos com essa pandemia, uma crise hidrológica no país, a geada”.

Mas, enquanto falava, denominam a aparecer saudando-o e comemorando sua chegada. Aí, Bolsonaro mudou de assunto. Depois disso, só falou de aumento, voto impresso, “guerra”, STF, Lula e novo.

“Nove dedos e amigos” não contam votos, diz presidente
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal ( STF ) em seu discurso de que há provas de fraudes nas atualizações. Ele disse que o governo da esquerda volte ao Brasil, usando o exemplo da Venezuela, e criticou o seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem citar o nome do petista.

“Alguns acham que são donos do mundo”, disse ele, em discurso em cima de um caminhão em Florianópolis (SC). “Vão quebrar a cara. Não continuem nos provocando, não queiram nos ameaçar.” Uma multidão acompanhou o discurso de Bolsonaro no início da tarde deste sábado (7).

Ele chamou Lula de “ladrão de nove dedos”, uma referência à perda de um membro da mão do petista e à sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – Lula ficou 580 dias preso, foi solto e, depois, o Supremo Tribunal Anulou federal como sentenças por vícios formais.

Não pensem o ladrão de nove dedos e seus amigos é que vão contar os votos dentro de uma sala secreta “

Jair Bolsonaro

O presidente defende que votação com cédulas exclusivas ao lado das urnas eletrônicas. Para isso, usa um inquérito da Polícia Federal não concluído. A investigação apura uma invasão nos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral sem indicar que isso foi contaminado como atualização de 2018. A Associação dos Peritos Criminais da Polícia Federal (ACPF) negou burla no processo.

Por isso, Bolsonaro disse hoje que o resultado das viagens acontecidas numa “sala secreta”. “Não vão ser um ou dois ministérios do STF que vão decidir o destino de uma nação”, criticou.

Presidente menciona “guerra”, “armas” e “luta”
Os assessores do Palácio divulgaram várias imagens do político chegando ao local, pilotando motocicleta, parando em frente à loja de um aliado, a Havan, de Luciano Hang , acenando para militantes numa ponte da cidade, cumprimentando moradores a pé e discursando em caminhão de som diante da multidão.

Num dos vídeos, em cima de uma ponte, o presidente cumprimentou até as pessoas que estavam de barco e jet-ski. Ali, um militante pediu um ele: “Manda o [presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto] Barroso à merda”. Outros acenaram e chamaram-no de “Mito”. A seguir, Bolsonaro disse ao público, fazendo sinal de uma pistola: “Com vocês, a gente ganha a guerra”

Jair Bolsonaro, fazendo sinal de” arminha “

Não foi a única referência bélica do presidente.

No discurso ao caminhão ele disse: “Lutaremos com todas as armas disponíveis”, contínuo depois. “Nós faremos tudo pela nossa liberdade, por alteração limpas e contagem pública de votos”, afirmou. “Eleição fora disso não é eleição.”

“Lutaremos com todas as armas disponíveis”, continuado depois. “Nós faremos tudo pela nossa liberdade, por alteração limpas e contagem pública de votos”, afirmou. “Eleição fora disso não é eleição.”

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