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Surto de doença que causa lesões na pele e provocam coceira já chega ao Pernambuco


Última atualização em 24/11/2021 11:18, por Yan César

 Após a Secretaria de Saúde do Recife informar que investiga um surto de “lesões cutâneas a esclarecer”, a prefeitura de Camaragibe, na Região Metropolitana, divulgou, nesta sexta (19), que também registrou ao menos 60 casos do tipo no Hospital Aristeu Chaves, principal emergência do município. Na capital, subiu de 79 para 88 o número notificações.


Os relatos dos pacientes são semelhantes nas duas cidades: muita coceira e “caroços” vermelhos na pele, de causa ainda desconhecida. As secretariais municipais de Saúde estão realizando estudos para entender o que está acontecendo.

Em Camaragibe, a maioria das pessoas que procuraram a emergência, nos últimos 15 dias, mora nos bairros de Ostracil, Aldeia e Tabatinga.

As unidades de saúde do município foram orientada a notificar todos os casos suspeitos. A prefeitura pediu que as pessoas que apresentem sintomas sigam para um posto de saúde ou para o hospital.

A Vigilância em Saúde de Camaragibe está analisando, caso a caso, o diagnóstico dos pacientes e também realizando um estudo entomológico.

Para isso, determinou a ida aos bairros para identificação de possíveis insetos ou artrópodes que estejam causando as intercorrências.

A água da rede de abastecimento nas residências também está sendo coletada para análises. Foram realizados testes de Covid-19 e sorológico para arboviroses, segundo a prefeitura.

CASOS NO RECIFE

Os primeiros casos identificados no Recife foram de cinco crianças no Córrego da Fortuna e no Sítio dos Macacos, na Zona Norte da cidade. Com a investigação epidemiológica, mais pessoas foram localizadas e o total de notificações subiu nesta sexta-feira.

Moradores do Sítio dos Macacos contaram que os casos têm sido comuns e os sintomas todos são parecidos.

“Assim que ocorre a coceira, vem os carocinhos e as pintinhas. Coça muito, principalmente à noite. Procurei o médico, tomei uma injeção e acalmou”, contou a dona de casa Sandra Maria Costa. O filho e a nora dela também tiveram as marcas e coceira.

Secretária-executiva de Vigilância em Saúde, Marcella Abath afirmou, em entrevista ao NE1, que, desde a identificação dos primeiros casos, a prefeitura está realizando investigações em várias frentes. “São investigações clínicas, epidemiológicas e laboratoriais”, disse.

A gestora afirmou, ainda, que foram realizados exames de sangue (hemogramas), coleta de amostras de pele e até testes de sorologia para detectar arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti.

“Temos um grupo de especialistas valiando e não podemos descartar nada ainda. O importante é procurar uma unidade de saúde”, disse Abath.

Com G1 PE