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Açudes do Cariri recebem recargas após chuvas caídas em janeiro; VEJA A SITUAÇÃO DOS RESERVATÓRIOS


Última atualização em 29/01/2020 11:21, por Rebeca Andrade

As caídas neste início de ano no Sertão, Alto Sertão, Cariri e Curimataú paraibano elevaram o nível de água de muitos dos 134 reservatórios monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).

Na região do Cariri, os reservatórios tomaram bons volumes e o destaque ficou para o maior e mais importante deles, o Epitácio Pessoa, em Boqueirão, que abastece Campina Grande e vários municípios do Cariri e Agreste do Estado. O açude tinha 70 milhões de metros cúbicos e agora está com 85 milhões, o que corresponde a pouco mais de 18% de sua capacidade.

O açude Cordeiro, no Congo, também recebeu uma recarga, mesmo que tímida, e hoje está com 6,5% de sua capacidade. O manancial estava com pouco mais de 3% antes das chuvas e continua a abastecer a grande maioria dos municípios da região.

O açude de Sumé, outro grande e importante reservatório do Cariri, está em situação delicada e infelizmente não recebeu recargas com as precipitações registradas. O reservatório tem hoje pouco mais de 1% de água e está em estado crítico.

Os açudes de Camalaú e Poções em Monteiro, que além das chuvas receberam a água da Transposição, estão com volume razoável de água, estando o primeiro com 11% e o segundo com 12%.

Em Serra Branca, há dos reservatórios locais. O Serra Branca I, com menor capacidade de armazenamento, está com 18% de seu volume. O Serra Branca II prossegue em estado crítico e está com pouco mais de 1%.

O Açude Gurjão foi talvez o manancial da região que recebeu maior volume com as últimas chuvas e saiu dos 9% de sua capacidade para quase 50%.

O açude de Taperoá, o Manuel Marcionilo, manteve seu bom volume de água e está com quase 50% de sua capacidade, que é de pouco mais de 15 milhões de metros cúbicos.

Por fim, o açude São José em Monteiro é o único da Paraíba a permanecer transbordando. Com uma pequena capacidade de armazenamento, o manancial é o primeiro do Estado a receber as águas da transposição, que garante a manutenção de sua capacidade máxima.

As expectativas de chuvas para essas regiões continuam boas. De acordo com o diretor presidente da Aesa, Porfírio Loureiro, de janeiro a março de 2020 a tendência é de que as chuvas ocorram dentro da média histórica, o que deve aumentar ainda mais o volume de nossos mananciais.

Veja o volume de água por manancial da região do Cariri:

AÇUDE CIDADE CAP. MÁXIMA CAP. ATUAL CAP. (%)
Camalaú Camalaú 48.107.240 5.636.820 11,72
Campos Caraúbas 6.594.392 749.552 11,37
Cordeiro Congo 69.965.945 4.586.507 6,56
Epitácio Pessoa Boqueirão 466.525.964 85.191.529 18,26
Gurjão Gurjão 3.683.875 1.589.150 43,14
Livramento (Russos) Livramento 2.432.420 497.276 20,44
Namorado São João do Cariri 2.118.980 694.554 32,78
Ouro Velho Ouro Velho 1.675.800 0 0
Poções Monteiro 29.861.562 3.739.307 12,52
Prata II Prata 1.308.433 343 0,03
Serra Branca I Serra Branca 2.117.062 392.075 18,52
Serra Branca II Serra Branca 14.042.568 252.375 1,80
Soledade Soledade 27.058.000 1.740 0,01
Sumé Sumé 44.864.100 467.308 1,04
São Domingos São Domingos do Cariri 7.760.200 952.033 12,27
São José II Monteiro 1.311.540 1.313.078 100,12
São José III São José dos Cordeiros 956.000 250.342 26,19
Taperoá II (Manoel Marcionilo) Taperoá 15.148.900 6.877.318 45,40

De Olho no Cariri


Foto: Artur Lira/G1