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Mulher acusada de matar namorada em João Pessoa já tinha mandado de prisão pela morte de namorado no Rio Grande do Norte


Última atualização em 23/03/2021 09:56, por Yan César

A Polícia Civil prendeu em Campina Grande, nesta segunda-feira (22), a mulher de 46 anos que matou a própria companheira com 96 facadas, no sábado (20), em João Pessoa, após dopar a mãe, de 55 anos, e o sobrinho da namorada, de sete anos de idade. Contra a presa já havia um mandado de prisão por homicídio, pois a mulher já tinha assassinado um namorado no Rio Grande do Norte, com a ajuda de um amante, segundo informou a delegada Emília Ferraz ao ClickPB.

Os detalhes do crime ocorrido no bairro de Gramame, na capital paraibana, foram revelados durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, na Central de Polícia Civil de João Pessoa. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Contra Pessoa de João Pessoa (DCCPes\JP).

Fuga e silêncio

Após os crimes, a suspeita fugiu e foi localizada na cidade de Campina Grande, por equipes da Delegacia de Crimes Contra Pessoa do município. A delegada Emilia Ferraz disse ao ClickPB que a mulher permaneceu em silêncio durante o interrogatório.

Assassinato em 2014

O mandado de prisão que havia contra a presa foi expedido pela Comarca de Santo Antônio, no Rio Grande do Norte, em 2014. Na época, ela foi acusada de ter colaborado para o assassinato do namorado, tendo aberto a porta de casa para que o amante entrasse e executasse o crime, segundo informações obtidas pelo ClickPB junto à delegada Emília Ferraz.

Agora, a mulher é acusada de feminicídio e dupla tentativa de homicídio, pois é apontada como autora do assassinato da companheira e de dopar a mãe e o sobrinho da vítima, assumindo o risco de matá-los também com a substância a qual eles ingeriram, supostamente através de alguma bebida comum, conforme suspeita da Polícia Civil.

Dopados

Tanto a criança quanto a mãe da mulher morta foram socorridos pelo Samu e já receberam alta após serem internados no Hospital de Trauma de João Pessoa. "Há fortes indícios de que ela fez uso de material psicotrópico", informou a delegada Emília Ferraz ao ClickPB. Ambos foram submetidos a exame toxicológico para que seja identificada a substância usada pela acusada.

Briga de casal

A delegada explicou ao ClickPB que o casal tinha brigado após um impasse sobre a viagem de volta da mãe e do sobrinho da vítima morta, para Caicó, no Rio Grande do Norte. A mulher de 46 anos avisou que iria acompanhá-los na viagem, mas a vítima disse que não precisava e elas se desentenderam. A delegada acredita que o crime foi premeditado, pois a mulher dopou a mãe e o sobrinho da vítima. Emília Ferraz pontua que o crime, de toda forma, foi passional.

Violência psicológica

"Foi um desfecho trágico para os cinco anos de relacionamento que a suspeita mantinha com a vítima. Ao longo desse período, a vítima já vinha sofrendo violência moral e psicológica, sendo ameaçada e coagida pela suspeita, que possui um temperamento agressivo", afirmou Emilia Ferraz, na coletiva.

R$ 3,8 mil para fuga

Com a presa, os policiais encontraram a quantia de R$ 3.800 que, provavelmente, seriam usados na fuga para fora da Paraíba. E localizaram também as roupas usadas por ela no dia do crime. As vestimentas ainda estão com manchas de sangue da vítima. Foram apreendidas e serão encaminhadas à perícia."

"Como ela permaneceu em silêncio, não explicou a motivação de tanta brutalidade contra a vítima. Foram mais de 96 facadas. Além disso, há indícios que levam a polícia a crer que essa suspeita ainda tentou matar a mãe e o sobrinho da vítima por envenenamento", acrescentou a delegada.

Audiência

A presa foi transferida para o Sistema Prisional e será apresentada à Justiça durante audiência de custódia nesta terça-feira (23).

Fonte: Click PB
Foto: Walla Santos