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Anvisa decide nesta segunda-feira sobre importação da Sputnik V


Última atualização em 26/04/2021 10:07, por Yan César

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai decidir nesta segunda-feira (26) sobre a importação da vacina contra a covid-19 Sputnik V. A Diretoria Colegiada da agência terá reunião extraordinária às 18h, para apreciar pedidos de importação da vacina russa feitos por estados e municípios.

Segundo a agência, a data foi marcada em razão do prazo de 30 dias definido por lei, e confirmado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), para que a Anvisa avalie os pedidos de importação de vacinas para covid-19 sem registro.

Os governadores dos estados do Norte e Nordeste têm cobrado a Anvisa para que autorize a importação da vacina russa ainda em abril. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, já concedeu liminar a diversos estados para determinar que a agência decidisse em até 30 dias sobre uma autorização excepcional para importação da vacina russa sob pena de liberar seu uso.

Mas a Anvisa chegou a pedir a suspensão do prazo, alegando não ter dados suficientes para atestar segurança da vacina. Técnicos da agência realizaram inspeção durante a semana passada nos laboratórios que produzem o imunizante, na Rússia, e entregariam relatório avaliando duas plantas fabris.

O Brasil tem duas negociações paralelas com o instituto russo Gamaleya, fabricante da vacina, para obter a Sputnik: uma do Ministério da Saúde, que prevê a compra de 10 milhões de doses, e outra dos governadores, por mais de 60 milhões de doses.

Já na terça-feira (27), a outra reunião extraordinária da diretoria colegiada vai apreciar o pedido de uso emergencial da combinação dos medicamentos biológicos banlanivimabe e etesevimabe, do laboratório Eli Lilly do Brasil Ltda. A solicitação de uso emergencial foi encaminhada pelo laboratório no último dia 30 de março.

A agência também realizará na quinta-feira (29) a 8ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada. A pauta traz uma série de temas relacionados às áreas de regulação da Anvisa.

Em meio ao atraso na vacinação no país, governadores trabalham para ampliar a oferta de imunizantes contra Covid-19.

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