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Ariano Suassuna completaria 94 anos nesta quarta; veja frases icônicas


Última atualização em 16/06/2021 12:17, por Yan e César

O escritor, dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta, professor e advogado, Ariano Vilar Suassuana, se estivesse vivo, completaria nesta quarta-feira (16), 94 anos. O paraibano, membro da Academia Brasileira de Letras foi idealizador do Movimento Armorial e autor das obras Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

 

Defensor da cultura do Nordeste do Brasil, seu principal destaque foi o Auto da Compadecida (1955), marco da literatura e do teatro nacional, lembrado até hoje. O livro foi escrito quando o autor tinha apenas 28 anos.

 

Ariano nasceu em 16 de junho de 1927 na Paraíba. Filho de Cássia Vilar e João Suassuna, na época presidente do estado (cargo atualmente intitulado como governador). Devido a Revolução de 1930, seu pai foi morto por motivos políticos no Rio de Janeiro e Ariano e sua família tiveram que se mudar para Taperoá, pequena cidade onde teve seu primeiro contato com o teatro.

 

Anos depois, mudou-se para Recife, onde ingressou na Faculdade de Direito. Durante o período de estudo na instituição, Ariano conheceu Hermilo Borba Filho com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Posteriormente, Suassuna viria a escrever sua primeira peça, ‘Uma Mulher Vestida de Sol’.

 

Famoso por seu bom humor, Ariano foi tema de enredo no carnaval do Rio de Janeiro na escola Império Serrano em 2002. E foi no mesmo ano em que foi contemplado como membro da Academia Pernambucana de Letras.

 

Ariano morreu em Recife, após dar entrada no hospital devido a um ataque cardíaco, em 23 de julho de 2014.

 

Veja algumas frases icônicas deste que foi um dos maiores artistas brasileiros.

 

“Eu não tenho imaginação, eu copio. Tenho simpatia por mentiroso e doido. Como sou do ramo, identifico mentiroso logo.”

 

“A gente tem uma tendência para acreditar que não morre.”

 

“Acho uma façanha chegar aos 78 anos bem-humorado (frase dita em 2005, na ocasião do seu 78º aniversário)”

 

“A tarefa de viver é dura, mas fascinante.”

 

“Os doidos perderam tudo, menos a razão. Têm uma (razão) particular. Os mentirosos são parecidos com os escritores que, inconformados com a realidade, inventam outras.”

 

“A humanidade se divide em dois grupos, os que concordam comigo e os equivocados.”

 

“Não sou contra muita coisa que disseram que sou. Já publicaram algo que eu teria dito e aí vieram me dizer: isso que o senhor disse é um absurdo. Aí eu respondo: é um absurdo, mas não fui eu que disse.”

 

“A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto… Nunca vi um gênio com gosto médio.”

 

“Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa.”

 

“Desde que o avistara, seu sangue e seu coração tinham criado alma nova.”

 

“Dizem que tudo passa e o tempo duro tudo esfarela.”

 

“Eu digo sempre que das três virtudes teologais chamadas, eu sou fraco na fé e fraco na qualidade, só me resta à esperança. Eu sou o homem da esperança.”

 

“Não existe arte nova ou velha, só boa ou ruim.”

 

“Não sei, só sei que foi assim!”

 

“Não troco o meu “oxente” pelo “ok” de ninguém!”

 

“O sonho é que leva a gente para frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.”

 

“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.”

 

“Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas.”

 

“Quem gosta de ler não morre só.”

 

“Eu digo sempre que das três virtudes teologais, sou fraco na fé e fraco na qualidade, só me resta a esperança.”

Portal: Paraiba.com.br